A arte no período Pós-Pandemia

Após meses em lockdown, os artistas finalmente retornam aos palcos. 

Imagem: Vívian Tavares

Por: Vívian Tavares

Devido à pandemia, surgiram diversos desafios e muitos tiveram que se reinventar, criar uma nova realidade para conseguir expressar suas artes. Entretanto, recentemente, com a liberação das atividades coletivas, a tão esperada volta aconteceu.

Atualmente, são novos formatos adequados às medidas de segurança e a um mundo que está cada vez mais perto de voltar ao normal. Rodrigo Mena, dançarino, coreógrafo e professor de Ballet Clássico da Duo Companhia de Dança, finalmente retornará aos palcos com seus alunos em dezembro. Contudo, o teatro funcionár com apenas 50% de ocupação, dançarinos usarão máscaras e manterão um metro e meio de distância entre um e outro.

“A volta aos palcos tem que ser triunfante, mas será muito além do que apenas mostrarmos nossa arte, é sobre superação”, diz Rodrigo.

Imagem: Vívian Tavares

Mena, durante a pandemia, teve que se reinventar para manter seus alunos dançando. Com isso, ele criou desafios nas redes sociais, que tinham prêmios, além de  montagens coreográficas online. Porém, cada indivíduo tem uma plataforma de conteúdo e suas próprias dificuldades, o que fez com que muitos desistissem da dança.

“É importante com a volta da normalidade reforçar que diante de qualquer dificuldade, o estudante não desista, persista, pois vai dar certo”, conclui ele.

Imagem: Vívian Tavares

Os bailarinos da companhia estavam ansiosos para voltar à sala de dança, encontrar os colegas e a equipe. Clara Silveira, bailarina, aluna da Duo Companhia de Dança, teve muitas dificuldades para evoluir suas técnicas no período em que as aulas estavam online e todas as apresentações eram gravadas. 

“Durante a pandemia ficamos muito frustrados e assustados, sem visão de futuro, sem saber quando voltaríamos aos palcos, mas mesmo assim a dança foi o meu refúgio nessa época”, diz Clara.

Imagem: Vívian Tavares

Em sua primeira apresentação pós-pandemia, ela imagina que será a forma perfeita para expressar sua felicidade. Contudo, é importante ressaltar que vários espaços ainda estão realizando apenas peças e espetáculos virtuais, e as dificuldades técnicas que elas implicam ainda são muitas a se superar.

Marcos Davi, ator, mímico e dançarino acrobático, se aprofundou na dança no período do lockdown e teve sua primeira apresentação presencial em setembro, nos Jardins do Centro Cultural de Brasília (CCBB). Sua apresentação na Residência Artística do Movimento Internacional de Dança (MID) foi construída em três semanas e com ensaios apenas em espaços abertos. 

“É muito bom estar de volta, a dança é o resumo de toda a minha vida. Toda a angústia que tem dentro de mim, toda a felicidade, toda a tristeza, toda a revolta com o cenário político, é revelado em um simples gesto”, finaliza Marcos.

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