UCB, Fecomércio e Secretaria do Turismo do DF lançam projeto Panorama da Economia

A pesquisa vem sendo desenvolvida há dois anos pelos cursos de graduação e mestrado em comunicação.

Crédito: Matheus Albernaz

Por Maria Luisa Martins

 A Universidade Católica de Brasília, junto com a Fecomércio-DF e Secretaria de Turismo do Distrito Federal se reuniram para o lançamento do projeto Panorama da Economia Criativa no DF, no dia 12 de novembro. O encontro, que fez parte do Congresso de Economia Criativa e Comunicação (CONECOM), contou também com uma palestra do professor Hertz Wendell. O lançamento e palestra aconteceu no auditório Athos Bulcão, localizado no Brasília Palace Hotel, ponto histórico da cidade. 

Com objetivo de introduzir a pesquisa sobre diagnósticos, consumo e estruturação sistêmica da economia criativa no Distrito Federal, o evento aconteceu de forma híbrida – presencial e online. Entre os palestrante estavam o reitor da UCB, Ricardo Calegari; diretor da Fecomércio, José Aparecido da Costa Freire; secretário executivo da Secretaria de Turismo do DF, Rodrigo Costa; presidente da Câmara de Economia Criativa da Fecomercio, Pedro Afonso; e a deputada líder da Frente Parlamentar em favor da Economia Criativa, Julia Lucy (NOVO). 

O estudo, que já vem se desenvolvendo há dois anos, por professores, pesquisadores, mestrandos e estudantes de iniciação científica da UCB, pretende construir uma detalhada pesquisa sobre o que é a economia criativa e transcrevê-la em um panorama no qual contempla setores de produção, circulação e consumo. Segundo o  mediador do encontro, professor Alexandre Kieling, o estudo visa “apresentar uma perspectiva que são subsídios para que o setor público e o setor produtivo possam direcionar os seus esforços, seus investimentos na ideia de uma construção de um segmento que é uma possibilidade bem concreta de mudança da matriz econômica do DF. Possibilidade de crescimento e desenvolvimento em um segmento que é horizontal e que atinge várias camadas no ponto de vista social, cultural e econômico”. 

Para o reitor Ricardo Calegari, é válido relembrar que a Universidade Católica de Brasília participa ativamente em múltiplos movimentos na capital, há quase 50 anos. Calegari também ressalta que a Universidade sempre incentivou o projeto desde a criação do programa de economia criativa, anos atrás, para as turmas de mestrados e eventualmente integrando os cursos de comunicação. “Sei que esse projeto do panorama da economia criativa aqui no DF é um projeto muito batalhado, muito querido. E a UCB não podia ficar de fora […] nós entendemos que esse panorama vem mostrar esse potencial do DF para todos nós, não só da academia, mas também para a sociedade e para o governo também”, disse o reitor.

O diretor da Fecomércio, José Aparecido, ressalta a importância do projeto para a capital brasileira. “ É importante destacar também que essa pesquisa é um marco para o Distrito Federal. Desde 2006 que pesquisas para esse setor não acontecem. Essa é a primeira pesquisa de abrangência com as entregas previstas”, disse.

Crédito: Matheus Albernaz

A UCB também fechou parceria com a Secretaria de Estado de Turismo do Distrito Federal (SETUR-DF). “A gente entende que esse plano vai dar uma série de novos subsídios para que a gente possa atuar de forma mais prática para fazer aquilo que todos nós queremos que aconteça: fortalecer a cadeia produtiva, gerar emprego e gerar renda”, informou  o secretário executivo, Rodrigo Costa.

Pedro Afonso, presidente da Câmara de Economia Criativa da Fecomércio e um dos primeiros envolvidos no projeto, enfatizou o papel da pesquisa no setor público. “Ter esses dados, esse panorama, vai auxiliar o governo, a secretaria de turismo, da cultura, atores e agentes a tomarem decisões para efetivamente avançarmos cada vez mais”, disse. 

Foi ressaltada a importância de uma frente parlamentar, liderada pela deputada Julia Lucy (NOVO). A deputada relata que o Distrito Federal possui diversas plataformas inutilizáveis, como por exemplo o Cine Itapuã no Gama. Setores de extrema importância do ponto de vista econômico. “Quando a gente fala de economia criativa, a gente fala de diversos setores e de uma cadeia enorme, muitas vezes não conhecidos. Muitos são os anônimos que atuam na economia criativa. Agora no período da pandemia, nós fomos bastante requisitados pelas pessoas que trabalham no backstage […], pessoas que ficaram completamente sem renda e possibilidade de trabalho. Então, entender o que é o mercado da economia criativa e o que ela movimenta é fundamental. Se já era antes da pandemia, agora principalmente”, acrescentou a parlamentar. 

O segundo momento da noite contou com a conferência de abertura do 1º Encontro do Grupo Marcas – “Mitologia de marca e neurociência do consumo”, ministrada pelo pesquisador Hertz Wendell. A conversa girou em torno dos estudos do palestrante na área de neurociência do consumo e seus benefícios para a área da publicidade. A conversa foi mediada pelo professor Leandro Bessa e por Maicon Melo, pesquisador da Universidade de Lisboa.

Sobre o CONECOM
O Congresso de Economia Criativa e Comunicação (CONECOM) é um evento que acontece todos os anos, promovido  pelo mestrado e pela graduação em Comunicação da Universidade Católica de Brasília, reunindo personalidades regionais e nacionais para compor a programação com palestras, mesas redondas, oficinas e minicursos gratuitos com pesquisadores e profissionais do mercado. Em sua terceira edição, o congresso trouxe o temaTravessias Comunicacionais: Tecnologia, Metamorfose e novas perspectivas”

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