Resenha – Exposição Egito Antigo: do cotidiano à eternidade

Imagem: Vívian Tavares

Por Vívian Tavares.

A Exposição Egito Antigo: do cotidiano à eternidade entra em sua reta final. Ela ficará em exibição até o dia 31 de outubro, no CCBB de Brasília, tendo passado pelo Rio de Janeiro e São Paulo. A mostra tem como curador o holandês Pieter Tjabbes e é a primeira exposição organizada pelo Museu Egípcio de Turim, na Itália. Além disso, a exposição foi eleita a melhor mostra internacional de 2020, pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). 

Com mais de 140 peças, a exposição é dividida em três seções: vida cotidiana, religião e eternidade. Cada seção é contextualizada por cores e iluminações provocadas para projetar emoções nos visitantes. Muitas das peças do Egito Antigo: do cotidiano à eternidade são resultantes de escavações do século 19 e início do século 20, são artefatos milenares como estátuas, sarcófagos e, até mesmo, múmias.

Vida Cotidiana

A seção amarela, da vida cotidiana, associada ao sol e à riqueza, remete ao Vale dos Reis, de onde vem a maior parte da informação sobre o dia a dia dos antigos egípcios. Logo na entrada do espaço, é apresentada uma breve explicação sobre os períodos da história egípcia, que nos imerge em uma incrível viagem no tempo.

Imagem: Vívian Tavares

Os objetos expostos na seção, como artigos de higiene, pentes, colheres, sandálias e vestimentas, ajudam a entender como era o trabalho e a saúde dos egípcios. A partir de peças artesanais, os egípcios representavam cenas do cotidiano em modelos de madeira estucada. Ainda neste mesmo ambiente, há vários quadros que explicitam um pouco mais desse modo vida.

Imagem: Vívian Tavares

Religião

A segunda parte da exposição ilustra a relação dos egípcios com suas crenças, com o sagrado e a eternidade e, nesta seção, a cor verde está associada a diversos conceitos. Por ser a cor de pele do Deus Osíris, um deus morto e ressuscitado, a cor era relacionada ao renascimento e regeneração, além disso, essa era a cor do papiro, planta típica que significava nova vida.

Nesta área somos levadospara dentro de um templo e, também, para dentro de uma réplica fiel da tumba de Nefertari. Os artistas do faraó, no interior da tumba de Nefertari, revestiram os muros de pedra calcária, utilizando-o como base para os lindos murais que retratam a rainha e sua passagem pelo o além.

Imagem: Vívian Tavares

Os animais no Egito Antigo eram considerados a encarnação dos próprios deuses e por isso os egípcios cultuavam divindades que eram metade humana e metade animal. Nesta área da exposição são nos apresentadas múmias de animais, estátuas de divindades, entre elas a  do Deus Ra e Sekhmet.

Imagem: Vívian Tavares

Eternidade

A terceira parte conta um pouco sobre o funcionamento e as crenças do culto funerário. Essa seção é representada pelo azul, pois é a cor do mineral lápis-lazúli, muito valorizado pelos egípcios e, também, considerada a cor da eternidade.

Imagem: Vívian Tavares

A partir disso, o visitante acompanha desde a idealização e construção, até o sofisticado ritual de mumificação, em que os órgãos internos eram retirados, tratados e guardados, pois os egípcios acreditavam que era preciso preservá-los para assegurar a vida eterna. 

Imagem: Vívian Tavares

A exposição é imperdível para todos aqueles que querem conhecer e aprofundar, um pouco mais, seus conhecimentos sobre a civilização egípcia e suas histórias. A organização e dinamismo com que a exposição é cuidada, exibindo tudo da melhor maneira possível, permitem que o visitante passe por momentos de aprendizado de uma forma leve e cativante. Para ficar melhor, só faltou uma área interativa em que os visitantes pudessem emergir ainda mais neste mundo do Egito Antigo. Ademais, o CCBB de Brasília está adaptado às medidas sanitárias contra o coronavírus, para tornar sua visita mais segura e tranquila. Não percam! Se você não foi, aproveite que ainda dá tempo.

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