Campanha de vacinação contra a Covid-19 avança no DF e ensino superior retoma suas atividades.

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino no DF (Sindepes-DF) declarou que cada instituição de ensino superior terá autonomia para escolher entre retornar ou não às aulas presenciais.

Por Júlia Rezende

 Aluno na saída de aula  presencial  na Universidade Católica de Brasília (UCB). Fotografia: Júlia Rezende

A campanha de vacinação contra a Covid-19 continua no Distrito Federal com a aplicação da primeira e da segunda doses, atendendo adolescentes a partir de 13 anos ou mais, em postos para pedestres e através do sistema drive-thru. Com o avanço da imunização, instituições do ensino superior estão analisando o retorno de suas atividades presenciais, enquanto outras já estão retomando gradativamente, como é o caso da Universidade Católica de Brasília (UCB).

De acordo com o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino no DF (Sindepes-DF), cada instituição de ensino superior terá autonomia para escolher entre retornar ou não às aulas presenciais, levando em consideração suas necessidades particulares. 

A UCB voltou o ensino presencial para os alunos que possuem atividades práticas, principalmente aqueles da área de saúde. Minhas aulas estão ocorrendo normalmente com todos os cuidados, cumprindo com o distanciamento e estão aferindo a temperatura, conta a estudante Sabrina Carvalho, do 4º semestre de Medicina Veterinária.

A estudante da Católica já recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Porém, ela afirma que sua maior dificuldade é a readaptação à rotina presencial. “Eu moro um pouco longe da faculdade, preciso acordar cedo para conseguir pegar o ônibus um pouco mais vazio, pois geralmente ele passa lotado”, relata a estudante. 

O professor do curso de Comunicação, Alexandre Kieling, recentemente voltou com as suas aulas presenciais para a turma do curso de Jornalismo Digital e relata a sua emoção com a retomada. “No primeiro dia em que eu abri a minha sala de aula depois de um período distante, foi emocionante. Significava a gente poder seguir, continuar a vida, andar na direção do futuro, uma vez que a pandemia nos colocou num universo de muita incerteza.”

Kieling afirma que embora tenha sido uma experiência única, ainda não é a mesma coisa porque é necessário continuar tomando uma série de cautelas, todas as precauções, distanciamento, álcool em gel, máscara, inclusive, no uso de equipamentos com luvas para evitar qualquer risco de contaminação. “A gente sabe que zerar esse risco é impossível, mas a gente está tomando todas as medidas para reduzi-lo ao máximo”, diz ele.

Aula de Telejornalismo ministrada pelo professor Kieling, Universidade Católica de Brasília (UCB)

Aula de Telejornalismo ministrada pelo professor Kieling, Universidade Católica de Brasília (UCB)

Segundo o professor, eventualmente algum aluno apresenta determinada dificuldade e é por isso que ele continua transmitindo as aulas para que alguém possa participar a distância. Para Kieling, havia um cansaço por parte dos alunos na ausência das aulas presenciais. “A reação dos estudantes tem sido extremamente positiva, sobretudo da turma que eu trabalho que entrou na universidade e praticamente não teve aula presencial. Então, aquele rito de passagem que você sai do ensino médio e entra na universidade, eles praticamente não viveram porque começaram, veio a pandemia e ficaram tendo aulas remotas. Então, para esses estudantes foi extremamente importante”, ressalta o professor. 

Apesar de toda essa expectativa de retorno das aulas, é necessário se pensar na educação pós pandemia e os desafios futuros. Conforme o professor da UCB, o maior desafio vai ser adaptar os novos processos de ensino aprendizagem à modalidade híbrida porque ficou evidente que há algumas abordagens do ensino que funcionam muito bem nessa experiência remota e que na medida em que for aprimorando o conhecimento dos meios tecnológicos, vai ter um resultado bastante positivo.

Ele aposta na tendência do método híbrido que se caracteriza por mesclar dois modelos de aprendizagem: o presencial e o on-line. “Eu acredito que a gente não vai mais abandonar essa experiência que a gente viveu agora, a gente vai qualificar ela  e vai conseguir tirar o melhor do presencial e o melhor do mediado por tecnologias de informação e comunicação”, conclui.

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