Feminicídio é tema de debate na CLDF

Distritais defenderam a pesquisa científica e políticas públicas para combater preconceito

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Feminicídio da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), realizou hoje, 22, uma reunião virtual para debater o enfrentamento à violência doméstica contra mulheres bissexuais, lésbicas e transexuais e aos transfeminicídios e lesbocídios.

A pesquisadora e ativista Cláudia Macedo foi uma das participantes do bate-papo. Durante a reunião, ela apresentou a sua tese de doutorado sobre “Colonialidade da Sexualidade”, defendida na Universidade de Brasília (UnB) e como o tema tem impacto na lesbofobia e no lesbofeminicídio.

A tese do doutorado de Cláudia demonstra o processo histórico-cultural que contribui para que o Brasil seja o quinto país que mais mata mulheres no mundo. “Os corpos-mentes-espíritos que importam, que são valiosos, que têm direito a ter direitos e que merecem viver são aqueles heterossexuais. Mesmo que tenham ocorrido mudanças ao longo dos séculos, essas marcas da colonialidade ainda persistem nos tempos contemporâneos”, afirmou.

A ciência na luta contra o preconceito

A presidente da CPI em exercício, deputada Arlete Sampaio (PT), destacou a importância do conhecimento científico no combate ao preconceito. Ainda, segundo ela, é preciso capacitar os professores e as forças de segurança a fim de fazê-los compreender que a natureza humana é diferente e precisa ser compreendida.

O deputado Leandro Grass (Rede) ponderou também a importância de fortalecer a relação entre a pesquisa acadêmica e a gestão pública para aperfeiçoamento e adequação dos serviços à pluralidade da população.

A CPI da Câmara Legislativa tem como finalidade exercer um papel propositivo de orientar políticas públicas fundamentadas em dados colhidos em falas de especialistas, ativistas e gestores.

Assista à reunião na íntegra.

*Com informações da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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