Tecnologia utilizada pela polícia é essencial para identificação de impressões

Crimes podem ser solucionados mais facilmente com o equipamento.

A Câmara de Fumigação de cianoacrilato, um equipamento do Laboratório de Exames Papiloscópicos (LEP), uma das seções do Instituto de Identificação (II) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), é utilizada para identificar autores de crimes, vítimas ou testemunhas. A ferramenta é capaz de localizar vestígios de impressões papiloscópicas, como a digital.

A análise pode ter início ainda no local da ocorrência. Um papiloscopista é enviado junto da equipe pericial, para colher possíveis digitais ou levar o material para análise na câmara, caso seja necessário, já que o processo é mais eficaz. Isso porque, a umidade ideal para aplicação do cianoacrilato, que é o produto que de fato irá revelar a impressão digital é de 80%. Fora do equipamento é quase impossível chegar a esse percentual, ainda mais em Brasília, onde o clima é seco.

Isso significa que a câmara, uma das maiores no mundo e a maior da América Latina – com 4,5 metros de largura e 6 metros de comprimento – é parte crucial na elucidação de crimes. Seja para identificar uma pessoa na cena do crime ou provar que não esteve no ambiente investigado. O equipamento passou a funcionar em outubro de 2018. Desde então, tem atribuído para maior rapidez das análises. No ano de 2018, foram periciados 21.652 objetos. Neste ano, somente de janeiro a outubro, 26.319 itens passaram pela perícia.

Antes que um objeto entre na Câmara existe a separação de acordo com a superfície de cada um, ou seja, porosos, como papéis e isopor, e lisas, como vidros, metais e plástico. Após a aplicação do cianoacrilato, que é a mesma base para supercolas, dentro da Câmara, o item passa por um processo de secagem e esvaziamento da substância no ambiente, para segurança do profissional que estiver fazendo a manipulação.

Após a identificação da impressão digital, o material é fotografado e encaminhado para outra seção do Instituto: a Seção de Exames Papiloscópicos Avançados (Sepa). É nesta etapa da análise que as impressões são confrontadas e comparadas com os 40 milhões de impressões, civis ou criminais, do banco de dados da PCDF. Os materiais analisados são demandados não apenas por delegacias, mas também por outros órgãos, como o Ministério Público, Polícia Militar e Judiciário.

Depois da identificação do suspeito, ou de quem estiver sendo procurado, a partir da identificação digital, palmar (palmas das mãos) ou plantar (planta do pé), é feito um laudo ao solicitante. Para isso, é utilizado um protocolo internacional, que dá a segurança necessária para afirmação de que o fragmento é de fato de quem está sendo apresentado.


**Com informações da Agência Brasília


Por: Mariana Albernaz

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