Tudo sobre Comunicação e Economia Criativa

Palestras e oficinas são realizados para cursos de graduação e pós-graduação

Foto: Breno Araújo

A Universidade Católica de Brasília (UCB), realizou na manhã desta quinta-feira (24) às 9h da manhã, a abertura de acolhida e a primeira mesa temática do primeiro Congresso de Economia Criativa e Comunicação (I Conecom). Um evento para alunos e profissionais, o Conecom é realizado por cursos de graduação e pós-graduação de comunicação da UCB. Com palestras e oficinas que irão discutir com a comunidade através de interatividades, diálogos e reflexões, o primeiro congresso tem como objetivo repassar conhecimento adquiridos por profissionais na área de mercado, para que os alunos repensem economia criativa de outras formas.

Reforçando a importância de cultivar outras maneiras e caminhos para o uso de tecnologias, ideias e projetos que se iniciam com economia criativa, a Professora Anelise Sihler (Diretora da Escola de Educação, Tecnologia e Comunicação da UCB), relata que aderir os conhecimentos das oficinas é o primeiro passo para entender tais caminhos. “Trazer a questão da economia criativa, traz a importância do conhecimento e vai poder reforçar recursos de ideias de grande valor… Isso, lá na frente, pode ser válido dentro do mercado de trabalho. É um momento magnífico para o acadêmico”.

 O coordenador dos cursos de Comunicação da UCB, Victor Laus-Gomes, explica que as oficinas vão complementar a bagagem de estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação de comunicação. “Na comunicação, existem disciplinas bem demarcadas, por isso novas oportunidades surgem dentro das duas áreas. Criamos aqui, uma visão de lançar novos olhares para criarmos espaços e reintegrar a área de comunicação como um todo, para isso acontecer, o diálogo precisa estar bastante presente.”

Mesa Temática I – Comunicação e Mercado Criativo

Foto: Breno Araújo

Logo após o encerramento da cerimônia de abertura, deu-se início a primeira mesa temática do Conecom, que discutiu a comunicação e mercado criativo com diferentes profissionais que conseguiram se consolidar profissionalmente, usando meios considerados não-tradicionais da comunicação. O professor da UCB e mediador da primeira mesa, Ciro Marcondes, afirma que os três palestrantes “trouxeram experiências extremamente ricas”. A mesa temática I abrangeu o debate sobre o futuro e os desafios para um crescimento ainda maior e solidificação deste mercado, que passam por tempos de crise.

Amanda Freitas, aluna de jornalismo de 21 anos, conta sobre o impacto das três palestras. “Conheci os trabalhos de 3 palestrantes em Brasília e posso dizer que produzir e executar hoje em dia não faz mais parte do mercado. Não apenas do mercado de trabalho, mas sim da profissão como jornalista e agente da comunicação na sociedade. O que se busca é criar ideias próprias, e fazer com que elas tenham algum diferencial. É se aprofundar nas escolhas e nos projetos, buscar informações, estudos e pesquisas, que vale muito mais do que apenas produzir um material com tamanha superficialidade. É buscar a reflexão do próximo diante do seu trabalho e fazer com que ele seja reconhecido pela sua importância e originalidade. É isso que penso para um futuro, que meus projetos tenham um caminho longo, não apenas de lucros, mas de conhecimento e reconhecimento”.

“Entender os campos de cada profissional, é central para entender os campos contemporâneos de um mundo que precisa se reencontrar neste meio de trabalho, isso agrega valor econômico para cidades inteligentes e tecnologia econômica.”, afirmou o professor Ciro Marcondes.

Igor Porto, 21 anos e estudante de jornalismo da UCB, diz como a primeira palestra clareou o que é economia criativa e como o Conecom pode ajudar outros alunos a pensar criativamente para o futuro depois da faculdade. “As palestras ajudaram a compreender que economia criativa pode abrir mais os caminhos do mercado de trabalho, se feito de maneira empenhada e focada. Nunca se sabe como cada um dos alunos de comunicação vai conseguir se sair depois da faculdade, mas com certeza, ter qualquer tipo de iniciativa com esses pensamentos que vimos nas palestras vai nos levar ao desenvolvimento econômico.”  

Miguel Rodrigues Galvão é coordenador do festival PicniK. O primeiro palestrante explica que para ele a criatividade, o talento adquirido da comunicação e a técnica são atributos essenciais para construir uma propriedade intelectual. Miguel afirma usar o resgate da realidade presencial, com os três atributos é possível fazer um impacto nos hábitos, comportamentos e cultura. No meio de trabalho do palestrante “Uma vez que alguém entra no mercado e faz malfeito, a pessoa cria dificuldades para outras pessoas em trabalhos futuros, por isso buscamos novas formas do componente monetário”.

Produtor, diretor de cinema e atual curador do Festival de Brasília, Marcus Ligocki Jr apresentou o seu trabalho que foi pensado em um futuro colocado em contexto de economia criativa. A palestra trouxe a reflexão que pesquisas de inovação com uma empatia real pode trazer um ganho financeiro, se colocado como o principal objetivo, como é na indústria de cinema. Mas o cineasta afirma que “Se nós abrimos espaço focado só para o capital, isso pode gerar menos empatia. O cinema é um negócio de sistema de valor percebido, com isso, é sempre bom atrair valores percebidos para o seu projeto.”

Outra forma de analisar economia criativa, foi ilustrada por Lia Maria, proprietária da Diáspora e designer de moda afro. Apresentando o marketing como o principal motor da economia criativa que traz desenvolvimento humano e um conceito do povo africano, ela afirma que não existe fórmula para o sucesso. “Se conseguimos, de alguma forma, entender o perfil socioeconômico do público alvo, fica fácil compreender o mercado”.

O Conecom vai seguir com outras palestras e oficinas até o dia 26 de outubro, para mais informações clique aqui e veja as diversas atividades e inscrições.

Por Marcus Paixão

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *