Há convivência harmônica entre as mídias?

Segundo dia do I Conecom levanta debate sobre novas ferramentas digitais e o papel dos jornalistas nessas plataformas 

No segundo dia do I Congresso de Economia Criativa e Comunicação (Conecom), os trabalhos começaram com a mesa temática “Mídias Tradicionais x Novas Mídias: Uma convivência harmônica?”. Mediada pela professora doutora Renata Giraldi, a palestra teve pouco mais de uma hora, mas que passou despercebida ao público que estava maravilhado com o tema.

A primeira palestrante a se apresentar foi a jornalista Marcia Zarur, sócia fundadora do site Olhar Brasília e idealizadora e apresentadora do Distrito Cultural, na TV Globo. Também é escritora do Coletivo Maria Cobogó e vice-presidente da Fundação Athos Bulcão. Logo em seguida, se apresentou o palestrante Leonardo Meireles, que trabalhou mais de 6 anos no Correio Braziliense, e agora atua como editor de Cidades no portal Metrópoles.

Sem delongas, Marcia começou a roda de conversa falando sobre como as novas ferramentas digitais, sobretudo as redes sociais, fazem com que as pessoas fiquem acomodadas. “Hoje temos tudo na palma da mão. Entremos no Twitter, por exemplo, e temos fácil acesso às últimas notícias do momento. O desafio do Jornalismo agora é apurar mais rápido para dar um retorno ao público”, relatou a jornalista.

Meireles ressaltou a importância do modo como a comunicação é transmitida pelos jornalistas, “Comunicação não é apenas transmitir uma informação, mas saber contar uma história, independentemente do meio”. Seguindo a linha de raciocínio do colega, Márcia complementou a fala do colega dizendo que atualmente “as mídias se unem e se fundem para passar uma informação mais rica e rápida”. Leonardo concordou, e finalizou falando que o “jornalista é moldado para ser observador” e que os profissionais devem trabalhar para usar as mídias como uma ajuda, e não empecilho.

Giraldi fechou a roda de conversa trazendo exemplos do cotidiano para o cenário jornalístico, e da importância dos estudantes saberem o seu diferencial e se aprofundar nele. Os palestrantes, que concordaram com a doutora, finalizaram dizendo sobre a importância da leitura de livros, além de jornais e revistas, e apontaram que não há necessidade de ter medo do mercado de trabalho, mas é importante saber trazer o diferencial a tona, e se destacar.

Por Yasmin Ibrahim

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *