Conecom levanta debate sobre Jornalismo de Dados

Evento teve mesa temática que debateu o tema

O primeiro Congresso de Economia Criativa e Comunicação (Conecom), da Universidade Católica de Brasília (UCB), teve início hoje e vai até sábado (26). A segunda mesa temática do primeiro dia, com o tema “Jornalismo de Dados: Da pauta à visualização”, foi mediada pelo professor doutor Alberto Marques, e contou com três grandes palestrantes.

O cientista de dados sênior da JOTA Labs, considerada a melhor startup de inovação do mundo, Daniel Marcelino, colocou a utilização de dados como um recurso de previsibilidade para o público. Ele fala sobre um novo termo na comunidade jornalística: o jornalystics. “É usar a análise de dados que fazemos, e produzir um conteúdo factual que nos possibilite saber os assuntos que estarão em alta no próximo dia, e o que o público procurará”, explica.

A palestra também levantou a questão sobre como os dados vêm pautando as matérias, levando, muitas das vezes, à um jornalismo superficial. Jornalista no Valor Estadão, primeiro núcleo de dados do Brasil, Rodrigo Menegat explicou que nem sempre as pautas estão explícitas nos dados, e que é preciso “raspá-los”, e identificar o que realmente vai interessar ao público. “Os dados levaram os jornalista a uma independência das fontes, mas ainda cabe ao profissional saber disseminar as informações de maneira sucinta, tornando o conteúdo atrativo ao público”. Marcelino ainda acrescentou a fala do colega dizendo que “o jornalista de dados está passando por um empoderamento”.

Quando perguntados sobre a Lei de Acesso à Informação (LAI), houve um consenso entre a mesa: expansão de banco e melhor apuração dos dados. Para o jornalista da editoria (M)Dados do portal Metrópoles, Lucas Marchesini, apesar de toda essa facilidade que a Lei garantiu, ainda é difícil coletar dados, principalmente quando são específicos. “Grande parte das assessorias não estão preparadas para esse tipo de demanda, e acabam enviando os dados em arquivos que dificultam a raspagem de dados”. Ainda no assunto, Menegat finalizou dizendo que o trabalho árduo serve de incentivo para que mais profissionais vão atrás de dados, e que a população se informe cada dia mais.

Como é o trabalho dessa modalidade jornalística?

A correria do dia a dia faz com que pequenos detalhes sejam modificados e passem despercebidos. Para monitorar essas mudanças, é preciso catalogá-las, e, às catalogando, podemos encontrar as semelhanças e divergências. Assim trabalham os jornalistas de dados.

Conecom

O congresso, que teve início hoje, acaba neste sábado. Os interessados nas mesas temáticas e oficinas devem fazer a inscrição aqui. A censura é livre e a entrada é franca.

Por Yasmin Ibrahim

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