CLDF discute doença falciforme em audiência

A audiência discorreu sobre o tratamento em rede pública

Foto: CLDF

Na manhã desta sexta-feira (25), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF, reuniu especialistas para tratar do assunto sobre a saúde pública do Distrito Federal. A deputada distrital Arlete Sampaio (PT), teve a iniciativa do debate mas não pôde comparecer devido a questões médicas, então a audiência acabou sendo mediada pelo parlamentar, Fábio Félix (PSol).

A doença falciforme, tema da audiência, é caracterizada por um conjunto de doenças que afetam a hemoglobina, proteína sanguínea responsável pelo transporte de oxigênio pelo corpo. Isso causa dores agudas, e aumenta os riscos de um acidente vascular cerebral. O diagnóstico é realizado pelo teste do pezinho, em recém-nascidos, e há tratamento e medicação.

Grande parte dos especialistas presentes reclamaram da mudança do núcleo de tratamento do Hospital de Base para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Agora, ele é menos equipado, precisa de reformas, equipes especializadas, além do longos períodos de espera em filas de emergências, apesar da previsão de atendimento prioritário.

Silma Maria Alves, representante da Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, destacou a importância do assunto e apresentou números da incidência de hemoglobinopatias. Alves ainda frisou como os índices obituários são maiores entre a população negra e parda, além da faixa etária dos 20 a 29 anos.

Ao final da audiência, o deputado Fábio Felix sugeriu uma reunião técnica com a Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme (ABRADFAL), a Secretaria de Saúde do DF e a Hematologia do HRAN para discutir melhorias a serem adotadas ao núcleo de tratamento da doença.

Por: Yasmin Ibrahim

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