Guará promove caminhada contra feminicídio

Evento busca conscientizar sobre aumento de casos de feminicídio no DF e de como a mulher pode se proteger

Foto: Banco de Imagens

No dia 29 deste mês, a sociedade civil do Guará vai organizar o evento “Caminhada outubro rosa contra o Feminicídio, na Rua do Lazer da cidade. O evento tem objetivo de chamar atenção da sociedade para o aumento do número de casos de feminicídio em todo o Distrito Federal e também a conscientização das mulheres sobre a prevenção do câncer de mama. O evento teve edições passadas nas cidades de Taguatinga e em Planaltina.

Participará da caminhada o Movimento “Feminicídio Não” e a Rede Feminina do Câncer de Brasília, ambos ressaltando a importância da mulher. No caso do Movimento, a principal ação será o incentivo de denúncia por parte da vítima, com apresentação de palestras e entrevistas. Já a Rede Feminina vai distribuir rosas para as mulheres durante o evento para celebração da vida da mulher.

A concentração de pessoas para realização da caminhada será ao lado da 4ª Delegacia de Polícia do Guará, a partir das 8h da manhã do dia 29, em direção à Rua do Lazer a partir das 9h. O percurso acontecerá da Avenida Central do Guará II até o edifício Consei.

Sobre feminicídio

Dados recentes da Secretaria de Segurança do Distrito Federal (SSP – DF) revelam que as ocorrências aumentaram para 20 casos até a última quinta-feira. O que representa que a cada 12,75 dias no DF uma mulher foi vítima de assassinato por conta do seu gênero. 

A Secretaria apresentou ainda um aumento de 2,3% da violência doméstica em relação ao ano anterior, cerca de 10.400 casos até setembro deste ano. A pasta mostra também que em 70,6% dos casos de feminicídio, não houveram denúncias anteriores aos agressores. 

A morte da capoeirista Sandrinha, no Guará, queimada em um contêiner na QE11, no mês de março do ano passado, é um crime  que continua chocando a sociedade em relação ao nível de crueldade. Ainda sobre o caso, o responsável pelo crime, seu ex- companheiro, segue aguardando julgamento.

Por Nicoly Silva

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