Três escolas aprovam gestão compartilhada com a PM

Colégios de Taguatinga, Itapoã e Núcleo Bandeirante aprovaram militarização; Gisno e CEF 407, de Samambaia, não acolheram proposta. Pleito terminou às 21h.

No domingo (18), o governador, Ibaneis Rocha, disse que “a implantação do modelo de gestão compartilhada com a Polícia Militar irá sim acontecer”. Cincos escolas foram consultadas no sábado (17), a votação contou com a participação de professores, pais e alunos com mais de 13 anos.

Dos cinco colégios onde houve a votação, três disseram sim ao modelo, mas a maioria dos participantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 407 de Samambaia e do Gisno, na Asa Norte, não aceitaram a medida. 

Ibaneis alegou que as votações têm apenas caráter consultivo. “Foi uma forma de envolver a sociedade no debate. Mas a decisão está tomada. Só não implementarei a gestão compartilhada nessas escolas se houver decisão judicial contrária“, assegurou. 

O cronograma das ações necessárias à implementação do modelo será definido em reunião com o secretário de Educação, Rafael Parente, às 9h desta segunda-feira (19). “E pretendo começar justamente pelas escolas que rejeitaram o modelo“, adiantou Ibaneis. A fala provocou críticas por parte de deputados distritais e do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF).

As votações indicaram que a militarização foi aprovada com 67% dos votos no CED 1, 70% no CEF 19 e quase 56% no CEF 1. No sábado anterior (10/8), outra escola — o Centro Educacional Condomínio Estância III, em Planaltina — foi consultado e aderiu à gestão compartilhada. Considerando as quatro primeiras escolas incluídas, o DF conta com dez escolas com gestão compartilhada. A intenção do governo é que, a cada ano, 10 novos colégios sejam incluídos no projeto.

No Centro de Ensino de Samambaia, a consulta pública acabou com 58,49% dos professores, pais e alunos acima dos 13 anos rejeitando a proposta. O mesmo resultado ocorreu no Centro de Ensino Gisno, na Asa Norte, com 57% dos votos contrários à mudança de modelo.

A votação no Gisno, ainda precisa ser validada. Ela depende da análise do quórum de votantes. Para a decisão ser válida, é necessário que pelo menos 10% da comunidade escolar tenha participado da consulta.

Por Raquel Vieira

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