Educação no DF revela melhorias após investimentos

Dados divulgados, em 2018, pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF) mostram a diminuição da reprovação e do abandono do ensino médio entre os anos 2016 e 17. Em comparação aos anos anteriores, as escolas públicas apresentaram melhorias no ensino e nos projetos integrantes para que a recuperação fosse visível.

No ano de 2016, os dados revelaram que 7,22% (3.674) dos alunos matriculados no ensino médio, tanto no período diurno como noturno, haviam abandonado os estudos e 16,39% (8340 alunos) tinham reprovado. A melhoria aconteceu na comparação entre 2016 e o ano posterior, onde, apesar de ter menos alunos matriculados, obteve-se uma melhoria considerável no número de reprovações (7884 alunos).

Em anos anteriores, o DF chegou a apresentar uma média de reprovações maior do que a média nacional classificada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que é de 13%. Sob esse quadro, a Secretaria da Educação desenvolveu projetos para o aumento da qualidade e melhoria do interesse dos alunos pela educação.

Na cidade de Taguatinga Norte, o Ensino Médio Integral foi adotado como ferramenta para fugir do baixo rendimento dos alunos. O projeto, empregado em 12 escolas do DF no ano de 2018, tem por objetivo realizar oficinas práticas e teóricas de física, português, matemática, química, informática e empreendedorismo com a finalidade de minimizar as taxas de reprovação e abandono.

Já no Centro de Ensino Fundamental 15, no Gama, o Projeto de Educação Integral em Tempo Integral (Proeiti), idealizado pela Secretaria de Educação, é modelo para outras redes públicas. Na escola, os alunos têm horários fora das aulas para cuidar e aprender sobre hortas, dança, música, teatro e artes plásticas.

“Falta muito para avançarmos e há um desafio para a educação básica como um todo. Muitos jovens estão fora da escola ou não se formam por causa da qualidade do ensino. Temos altos índices de reprovação e evasão escolar. Se o aluno avança  etapas sem uma base sólida e chega no ensino médio com défict, ele é quase induzido a sair do sistema [de ensino]”, diz Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais do Todos pela Educação, ao Jornal G1.

Por Nicoly Silva

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