Animais do DF pedem socorro

Por Andressa Gonçalves

Cachorros dormem nas paradas de ônibus do Centro de Taguatinga

No Distrito Federal, existem diversos animais vivendo nas ruas. De acordo com a Associação Protetora de Animais do DF (Proanima), mais de 30 mil animais vivem nas ruas de Brasília (dados de 2018).  Esses animais, na maioria, são cães e gatos, passam fome, frio, reviram o lixo, se reproduzem, multiplicam doenças como a erliquiose (doença do carrapato). Como vivem nas ruas, muitas vezes são maltratados pelas pessoas, chegando a sofrer agressões físicas. Tornando isso um problema comum nas cidades do DF, originado pelo abandono e maus-tratos.

Porém, os abrigos que fazem o trabalho de resgatar esses animais nas ruas estão lotados. Em 2017, a Zoonoses recolheu 444 animais das ruas, 90% eram cachorros, na maioria pretos, que foram abandonados pelos donos em diversas regiões, também vítimas de maus tratos. O Abrigo Fauna e Flora, no Gama, está com mais de 800 animais esperando para serem adotados, e vivem sem recursos do governo, apenas de doação de voluntários.

Maus-tratos no DF

No período de janeiro a março de 2018, o DF registrou 41 ocorrências de maus-tratos e crueldade contra animais, tanto domésticos quanto com animais de rua. De acordo com a ONG ProAnima, o abandono de animais também é considerado maus-tratos e deve ser denunciado.


Motivações para tantos animais nas ruas do DF.

O Estado tem leis que protegem os animais de maus-tratos, a multa aplicada em casos de flagrante penaliza o infrator com multa de 1 a 40 salários mínimos, vai depender da gravidade da infração. A denúncia pode ser feita na Ouvidoria do governo do DF pelo telefone 162 ou pelo site www.ouv.df.gov.br. Também procurar ONG que façam o trabalho do resgate.

Adoção como solução

Com o abandono, a adoção ajuda a tirar esses animais das ruas e dar um lar para eles, sem medidas diretas do governo em relação a esses animais, as ONG’s e abrigos agem diretamente.  O projeto Acalanto é uma ONG que faz resgates de animais e promove a adoção. Os “protetores independentes” são pessoas que por vontade própria e amor a causa, levam os animais para casa e preparam eles para a adoção. Por mês, mais de 100 animais são resgatados, vivem também do voluntariado e doações.

  Um dos maiores desafios com a adoção é que as pessoas tem preconceito com animais vira-latas, principalmente pretos. Existem pessoas que não se importam e querem apenas ter um animal porém não é assim com todos. Muitas procuram animais de raça ou que pareçam de raça. O governo não faz nenhuma campanha em incentivo a adoção consciente, todo o trabalho é feito pelos próprios abrigos e ONG.

Cachorro abandonado em Taguatinga

“Simplesmente amo cada um deles, faço isso por amor aos animais, acho que cada animal que foi maltratado merece a chance de ter um novo lar”, disse Júlia Montalvão, 19 anos, que por amor aos animais, é voluntária em um dos abrigos do DF.

As feiras de adoção também são uma oportunidade para ser voluntário e também para adotar um animal. O abrigo Fauna e Flora, aos sábados, faz uma feira de adoção na 108 sul, e também no último domingo de cada mês faz um mutirão para limpeza do abrigo, banho nos animais, adoção e também recebe doações seja ela de produtos necessários como também carinho e atenção para os bichinhos.



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